20/06/2008

PARA QUE SERVE A POESIA?

Geraldo Reis

Para tornar o homem mais reflexivo e ciente de sua grandeza enquanto Ser Sensível?
De sua insignificância enquanto ser finito?

Para dar ao homem uma noção mais exata de seu estar-no-mundo enquanto Ser Sensível, incapaz, porém, de transformar seu destino cósmico?

Para fazer o ser humano tão sensível a ponto de descobrir o belo tramado nas coisas mais simples, e o social nas coisas mais complexas como razão de ser-e-estar-no mundo?

Para emocionar o Ser e projetá-lo no mundo da estética, da beleza posta a serviço da transformação do homem enquanto Ser que reúne e equilibra (pelo menos tenta) razão e emoção?

Tudo isso e um pouco mais do que isso, no âmbito da linguagem inaugural, rumo à linguagem inaugural, rumo à descoberta da Palavra, do Homem e do Mundo?

NENHUM NATAL

Geraldo Reis



Nenhum Natal nas roseiras

Só desejos de espinho

Intenções de naufrágio

Pendendo dos galhos.


E as rosas todas, embora

Comidas na antemanhã

da Cobiça e do ouro,

Eis que anoitece, cantamos.


E não tem erva daninha

Estrela, olhos longe, fado

Ama seca, pedra pomes, ária

Na expressão desse abalo.


Para o menino sonhando caravelas

No mistério de mares embutidos

e apenas

O grito suado dos garis

Brotando da memória dos armários.

vídeo da "maria fumaça"

Uma visita a Ouro Preto e a Mariana será incompleta, se faltar o passeio na Maria Fumaça. A antiga locomotiva, recolocada nos trilhos pela Vale do Rio do Doce, vai de Mariana a Ouro Preto numa viagem que dura cerca de uma hora de muita emoção visual. A locomotiva atravessa montanhas, túneis e dela se descortina uma paisagem exuberante. A mostra é incompleta, seja pela limitação técnica da câmera (celular Sony w300i), seja pela inexperiência deste pseudo-operador.

video

POESIA BRASILEIRA IMPRESCINDÍVEL

  • A CONTINGÊNCIA DO SER - Célio César Paduani
  • A INSÔNIA DOS GRILOS - Jorge Tufic
  • A ROSA DO POVO - Carlos Drummond de Andrade
  • A SOLEIRA E O SÉCULO - Iacyr Anderson Freitas
  • ARTEFATOS DE AREIA - Francisco Carvalho
  • AS IMPUREZAS DO BRANCO - Carlos Drummond de Andrade
  • BARCA DOS SENTIDOS - Francisco Carvalho
  • BICHO PAPEL - Régis Bonvicino
  • CANTATA - Yeda Prates Bernis
  • CANTIGA DE ADORMECER TAMANDUÁ E ACORDAR UNS HOMENS - Pascoal Motta
  • CENTRAL POÉTICA - Lêdo Ivo
  • CONVERSA CLARA - Domingos Pelegrini Jr.
  • CRIME NA FLORA - Ferreira Gullar
  • DICIONÁRIO MÍNIMO - Fernando Fábio Fiorese Furtado
  • DIÁRIO DO MUDO - Paulinho Assunção
  • DUAS ÁGUAS - João Cabral de Melo Neto
  • FINIS TERRA - Lêdo Ivo
  • GUARDANAPOS PINTADOS COM VINHO - Jorge Tufic
  • INVENÇÃO DE ORFEU - Jorge de Lima
  • LAVRÁRIO - Márcio Almeida
  • NOVOS POEMAS - Jorge de Lima
  • O ESTRANHO CANTO DO PÁSSARO - Célio César Paduani
  • O ROMANCEIRO DA INCONFIDÊNCIA - Cecília Meirelles
  • O SONO PROVISÓRIO - Antônio Barreto
  • OS MELHORES POEMAS DE FERREIRA GULLAR - Ferreira Gullar
  • PASTO DE PEDRA - Bueno de Rivera
  • POEMA SUJO - Ferreira Gullar
  • POEMAS REUNIDOS - João Cabral de Melo Neto
  • POESIA REUNIDA - Jorge Tufic
  • RETRATO DE MÃE - Jorge Tufic
  • VER DE BOI - Pascoal Motta
  • VIANDANTE - Yeda Prates Bernis