15/02/2009

O TREM DE ITAMARANDIBA

Agora um rio de sono

Flor e febre

Viaja a nossa carne penhorada.


O Trem de Itamarandiba

Cheinho de degredados

Viaja seus relógios.


E longe um cavalo

Sem promessa que seja

De alforje ou viagem

Arrasta um irmão.


A lua pela metade

De bronze um cavalo

No tempo e zinabre.


Ferve o sol diamantino.


O arraial do ouro podre

Sem Tiradentes por perto

Cumpre na febre a memória

De um tempo degolado.


O trem de Itamarandiba

Cheinho de degredados

Viaja nossos relógios.


DURANDO ENTRE VINDIMAS - PÁG. 15

3 comentários:

pedro disse...

O Trem de Itamarandiba,
O Barão de Itamarandiba;
As pedras de Itamarandiba;
Onde fica Itamarandiba?!
Que dia encontro esta pedra além das vozes de Brant e de Milton;
Onde fica este vale misterioso entre as pedras e as memórias de um povo e várias interpretações...

Geraldo Reis disse...

COMENTÁRIO SOBRE O COMENTÁRIO DE PEDRO

Pedro, você encontrou Itamarandiba, um ponto em Minas tão distante em tempos outros que O TREM DE ITAMARANDIBA seria um sonho, um pesadelo, um desejo de que a liberdade, tão sonhada, ali chegasse. Itamarandiba é como o rei Nabucudonosor, é poesia a partir do próprio nome. Eu nunca fui a Itamarandiba. Espero ir um dia, levando um banner do poema para colocar em ponto de destaque da cidade, quem sabe na Casa de Cultura, na Câmara. Quando chegar esse dia, quero ir com meus amigos de literatura. Que os poetas de Minas estejam, todos, comigo para esse dia memorável. Você já está convidado para essa festa, pois seu comentário é, também, um belo poema. Apareça! Tem um detalhe: Que esse dia não demore, estou às vésperas de meus 60 anos (04 de setembro) e minha permanência "entre os degredados" já "viaja" meu tempo, meus relógios.

Pedro Afonso disse...

Geraldo Reis
Itamarandiba precisa mesmo que vc a visite
Lá no Vale do Jequi

VC encontrará boas pessoas para conversar

A cidade te espera!

então comece a ajudá-la
www.csmm.org.br
Faça sua doação, ajude a divulgar este empreendimento solidário de nossa cidade!
feliz aniversário.. 4 set
abraços

POESIA BRASILEIRA IMPRESCINDÍVEL

  • A CONTINGÊNCIA DO SER - Célio César Paduani
  • A INSÔNIA DOS GRILOS - Jorge Tufic
  • A ROSA DO POVO - Carlos Drummond de Andrade
  • A SOLEIRA E O SÉCULO - Iacyr Anderson Freitas
  • ARTEFATOS DE AREIA - Francisco Carvalho
  • AS IMPUREZAS DO BRANCO - Carlos Drummond de Andrade
  • BARCA DOS SENTIDOS - Francisco Carvalho
  • BICHO PAPEL - Régis Bonvicino
  • CANTATA - Yeda Prates Bernis
  • CANTIGA DE ADORMECER TAMANDUÁ E ACORDAR UNS HOMENS - Pascoal Motta
  • CENTRAL POÉTICA - Lêdo Ivo
  • CONVERSA CLARA - Domingos Pelegrini Jr.
  • CRIME NA FLORA - Ferreira Gullar
  • DIÁRIO DO MUDO - Paulinho Assunção
  • DICIONÁRIO MÍNIMO - Fernando Fábio Fiorese Furtado
  • DUAS ÁGUAS - João Cabral de Melo Neto
  • FINIS TERRA - Lêdo Ivo
  • GUARDANAPOS PINTADOS COM VINHO - Jorge Tufic
  • INVENÇÃO DE ORFEU - Jorge de Lima
  • LAVRÁRIO - Márcio Almeida
  • NOVOS POEMAS - Jorge de Lima
  • O ESTRANHO CANTO DO PÁSSARO - Célio César Paduani
  • O ROMANCEIRO DA INCONFIDÊNCIA - Cecília Meirelles
  • O SONO PROVISÓRIO - Antônio Barreto
  • OS MELHORES POEMAS DE FERREIRA GULLAR - Ferreira Gullar
  • PASTO DE PEDRA - Bueno de Rivera
  • POEMA SUJO - Ferreira Gullar
  • POEMAS REUNIDOS - João Cabral de Melo Neto
  • POESIA REUNIDA - Jorge Tufic
  • RETRATO DE MÃE - Jorge Tufic
  • VER DE BOI - Pascoal Motta
  • VIANDANTE - Yeda Prates Bernis