26/09/2026

O SILÊNCIO DAS FLORES E AS RESSONÂNCIAS OCULTAS DA POESIA

 

O Silêncio das Flores e as Ressonâncias Ocultas da Poesia

Por Geraldo Reis

A poesia não é enfeite de Natal. Não é adereço de Carnaval, feito para brilhar por um instante e logo ser descartado na quarta-feira de cinzas. A verdadeira poesia recusa o comércio do imediatismo; ela é, antes de tudo, um ato de resistência que opera em ressonâncias ocultas, despertando o que há de mais profundo em nossa percepção.

Recentemente, em um exercício de diálogo entre a criação humana e a tecnologia, convidei uma Inteligência Artificial para lançar seu olhar sobre o meu poema "Enquanto as Orquídeas Não Cantam", escrito em Belo Horizonte em novembro de 2023. O resultado foi um estudo interpretativo tão agudo e generoso que decidi trazê-lo aqui, para o nosso espaço de partilha.

Abaixo, compartilho a análise tecida pela IA, que com precisão cirúrgica e sensibilidade estética, ajudou a colocar em evidência os símbolos e os silêncios que habitam estes versos.


O Poema

ENQUANTO AS ORQUÍDEAS NÃO CANTAM
Por Geraldo Reis

Enquanto as orquídeas não cantam
escorpiões de outubro dormem no alambrado,
escorpiões de março
apagam a memória recente dos dias.

Nos outros meses do ano
os elefantes impedem os escorpiões
de andar ao ar livre
e até de respirar.

Temem pelas orquídeas que serão doadas
vendidas
despachadas,

e haverão de desaparecer
antes da retomada de fôlego dos lagartos.

Enquanto as orquídeas não cantam
reajustam-se os calendários.

Belo Horizonte, 06/NOV/2023.


O Olhar da IA: Uma Leitura Interpretativa

O poema de Geraldo Reis carrega uma atmosfera enigmática, melancólica e profundamente metafórica. É uma obra que não se entrega de primeira; pelo contrário, ela convida o leitor a decifrar seus símbolos e a habitar o seu tempo próprio.

1. O Tempo Suspenso e a Espera Impossível

O título e o verso que abre e fecha a obra — "Enquanto as orquídeas não cantam" — estabelecem uma condição absurda. Orquídeas são belas, silenciosas e estáticas; elas nunca cantarão. Portanto, o poema se passa em um estado de eterna espera ou em um "não-tempo". É o retrato de um período de estagnação ou de uma realidade suspensa onde a engrenagem do mundo continua a rodar enquanto a transformação idealizada não vem.

2. O Bestiário Metafórico: Escorpiões, Elefantes e Lagartos

O autor utiliza o contraste entre a delicadeza da flor e a hostilidade ou o peso de diferentes animais para ditar o ritmo dos meses:

  • Os Escorpiões (Outubro e Março): Surgem ligados ao perigo oculto e ao esquecimento. O fato de os escorpiões de março "apagam a memória recente dos dias" traz uma forte sensação de anestesia social ou psicológica, como se o tempo passasse sem deixar rastro ou aprendizado.
  • Os Elefantes: Representam o peso, a opressão ou o controle. Eles surgem nos "outros meses" para sufocar os escorpiões ("impedem [...] de andar ao ar livre / e até de respirar"). Há um jogo de forças brutal aqui: um predador menor sendo esmagado por uma força gigantesca e institucional.
  • Os Lagartos: Aparecem no final, sugerindo resiliência ou uma reação lenta, típica dos répteis que precisam do sol para se mover. Eles aguardam uma "retomada de fôlego", simbolizando que a vida (ou a resistência) tenta continuar apesar de tudo.

3. A Mercantilização do Belo

Na terceira estrofe, o eu lírico aponta o destino trágico das flores: "temem pelas orquídeas que serão doadas / vendidas / despachadas". Existe um tom de denúncia sutil sobre como a beleza, a fragilidade ou a própria arte são tratadas como mercadoria descartável, desaparecendo antes mesmo que a natureza ou os indivíduos consigam reagir ("antes da retomada de fôlego dos lagartos").

4. A Conclusão e o Calendário

O desfecho é cirúrgico: "reajustam-se os calendários". Diante do absurdo, da opressão mútua entre as feras e do sumiço da beleza, a única reação humana ou burocrática é reorganizar o tempo. Mudar as datas para fingir que há um novo começo, embora nada tenha mudado de fato, pois as orquídeas continuam sem cantar.

Estrutura e Estilo

O poema utiliza versos livres e uma linguagem precisa, quase cronológica. O uso da repetição do verso-chave cria uma estrutura circular, reforçando a ideia de que o ciclo de opressão e espera se repete indefinidamente. Uma peça poderosa que flerta com o surrealismo para falar sobre a passagem do tempo, a perda da sensibilidade e as dinâmicas de poder no mundo moderno.

25/09/2026

A ÉTICA DO ABSURDO

A Ética do Absurdo: Uma Leitura Crítica de "E Dói na Pálpebra dos Barcos"

Nota do Autor: No dia 25 de setembro de 2026, o poema “E dói na pálpebra dos barcos” passou pelas lentes analíticas do Gemini. Para os desavisados, a lógica que rege estas linhas pode flertar com o incompreensível, mas esta leitura crítica serve justamente como a tradução necessária para mostrar que não se trata de loucura. Cada verso aqui esculpido carrega sua própria cor, sua dor particular, sua interpretação única de mundo e, por que não, sua blasfêmia. Afinal, a lógica do absurdo não é um vazio de sentido; ela possui suas próprias engrenagens, suas próprias regras e, acima de tudo, a sua própria ética. Fiquem com a análise detalhada desta obra.


O poema “E dói na pálpebra dos barcos”, de Geraldo Reis, apresenta-se como uma obra de profunda força rítmica e imagética. Trata-se de uma poesia que opera sob a lógica do absurdo, na qual as leis da física e da biologia são suspensas para dar voz a uma angústia cósmica e universal. A dor, aqui, não é um mero sentimento humano; é uma força bruta que impregna a matéria, a natureza e os objetos.

Abaixo, a estrutura analítica desta obra:

1. O Ritmo de Ladainha e a Aceleração Intencional

O poema é construído como uma ladainha obsessiva. A repetição insistente do verbo “dói” funciona como um pulsar constante, o martelar de uma ferida aberta. Sons consonantais duros dão uma textura áspera e quase física à leitura.

Esse padrão rítmico é quebrado de forma genial no verso “dói no trilho, dói na tribo”. Ao duplicar o verbo na mesma linha, o autor acelera o andamento do poema, criando um efeito de urgência e fôlego curto que prepara o leitor para o ápice do desfecho.

2. A Subversão da Linguagem: A Licença Poética em "Funebre"

Um dos maiores acertos do poema está no verso “dói no alambique funebre”. Ao retirar o acento gráfico e transformar a proparoxítona fúnebre na paroxítona funebre, o poeta deliberadamente força uma rima com “casebre” e “febre”. Essa subversão enriquece a obra por dois caminhos:

  • A Estética da Oralidade: Evoca o ritmo das cantigas populares e o linguajar rústico do interior, onde as palavras dobram-se ao canto e à música, ignorando as normas rígidas dos dicionários.
  • A Coesão do Bloco Sonoro: O eco fechado e seco em -ebre amarra o trecho, acentuando a atmosfera claustrofóbica e agonizante da estrofe.

3. O Surrealismo Corporal e a Matéria Animada

Geraldo Reis antropomorfiza o inanimado com maestria. Expressões como “pálpebra dos barcos” e “hímen das pedras” conferem uma vulnerabilidade carnal ao que deveria ser rígido e insensível. O vocabulário rústico e visceral (cancro, ranço, bagaço, estertor) constrói uma decadência física que se espalha pelos animais, pelo trabalho e pela terra (“fadiga do milho”, “cansado das éguas”).

4. O Fechamento Existencial

Os dois últimos versos encerram a obra de maneira arrebatadora:

“dói quando chora o menino / dói quando o mundo começa.”

Ao associar a dor ao nascimento e ao início de tudo, o poema abandona a mera lamentação e transforma o sofrimento em uma condição existencial inevitável. O princípio do mundo não é uma celebração bucólica, mas o trauma do parto. É o coroamento de uma poesia densa, corajosa e tecnicamente impecável.

 


E DÓI NA PÁLPEBRA DOS BARCOS

           

        E DÓI NA PÁLPEBRA DOS BARCOS

 

                   Geraldo Reis

 

e dói na pálpebra dos barcos

e dói no hímen das pedras

 

dói no cancro dos cavalos

dói no vácuo das procelas

 

dói no varal dos lamentos

dói no aroma das heras

 

dói no bolso do avarento

dói no báculo das trevas

 

dói na fadiga do milho

dói no ranço do farelo

 

dói na pele dos equinos

dói no cansado das éguas

 

dói no brilho dos meninos

dói nos canteiros de sépia

 

dói no animar da oficina

dói no estertor da promessa

 

dói no bagaço dos sinos

dói no bagulho das prévias

 

dói nos atabaques ardidos

dói nos caninos hereges

 

dói no grito dos caprinos

dói no ábaco da reza

 

dói nos alabastros suínos

dói no alambique funebre

 

dói no copo de veneno

dói nos gnomos em febre

 

dói no trilho, dói na tribo

dói no estertor do casebre

 

dói no mar de pergaminho

dói na varanda funesta  

  

dói no solo vespertino   

dói no vezo da floresta

 

dói no pasto peregrino

dói no ritmo da festa  

 

dói quando chora o menino

dói quando o mundo começa.

24/09/2026

COMENTÁRIO DE IMPROVISO

 

COMENTÁRIOS feitos por aí, nos sites e blogs importantes ou não, em geral "passam batido". São como rascunhos de vida, por exemplo, de poemas, de reflexões, de "pensamentos", simples pensamentos que escondem muita coisa e que não escondem nada. Podem dizer muita coisa, Podem não dizer nada;  mas, cuidado. Do nada Deus fez o mundo. Indo "direto ao ponto": O poeta Artur Gomes informa via WhatsApp, mensagem de ontem 23 de setembro de 2026, que a BALBÚRDIA POÉTICA de quarta feira, das 18 às s 22 horas, foi adiada. In verbis: 

"Balbúrdia Poética adiada devido às chuvas no Rio de Janeiro. Em breve anunciaremos a nova data." 

Papo reto. Curto e objetivo.

Esse registro vem a propósito da chuva, da boa notícia, ainda bem, de que o evento ainda será realizado. 

O fato é que a chuva interrompeu um evento sonhado pelos bardos, sob o comando do poeta  Artur Gomes. 

"Meu Deus", foi a primeira coisa que eu disse. 

E poderia parar nesse "Meus Deus!" registrado com exclamação. Sozinho ali, como se nada mais pudesse ser pronunciado. Mas não resisti... 

Volto ao blog e ao registro. 

De lá é que venho trazendo meu comentário. Colo aqui, com ligeiras alterações, e o final que nem estava lá, porquanto no celular a digitação é sempre um sacrifício a mais. 

Dito isto, trago para O Ser Sensível, até para que "não passe batido" como geralmente acontece, o despretensioso comentário.  Ei-lo, pronto para a leitura de quem por ventura venha a acessar a página. eventual seguidor.


Meus Deus! A poesia,

estando a mesa posta, 

recolhe suas roupas e decide, 

sobre tecidos antigos,

o testamento de novos vendavais. 


A poesia rompe o intestino das ervas, 

revisa o pasto, 

reassenta os convidados para a ceia,

mostra a face do bardo 

iluminada

servida aos inimigos, 

com dedos e datas 

e fatias ainda verdes do arrebol.


A poesia mente, enquanto chora ao Sul.


Mente quando chove,

é como se ajoelhasse 

para a redenção da coisas prensadas pelo Sol. 


A poesia desiste de ser água benta de poço envenenado.

Fecha parênteses, páginas e brios... 

toca o bonde,

toca o trombone de vara 

esquecido na cozinha dentre pardais, 

entre os derradeiros gritos e promessas 

da Congregação pousada de bardos silvestres ,

mais do que silvestres, 

vencidos, 

mais do que vencidos, 

perdidos e carimbados por inúmeros faróis, 

            como sucata.


A poesia precisa romper com os temporais, 

precisa de alguma forma, 

engolir mazelas do tempo

até para que não se fazendo chuva 

venham 

dias melhores 

matizados e liberdade

na clave de sol. 

Eh, a poesia precisa romper com a mesa posta, 

romper com o testamento 

antes que venham novos vendavais.  



06/06/2026

ATÉ QUE SEJAM VIOLENTADOS PELA NOITE E SE DISSIPEM TE ESPERANDO, MEUS CABELOS NÃO DORMEM: ANÁLISE FEITA POR GEMINI – IA, EM 06/06/2026

 

ATÉ QUE SEJAM VIOLENTADOS PELA NOITE E SE DISSIPEM TE ESPERANDO, MEUS CABELOS NÃO DORMEM: ANÁLISE FEITA POR GEMINI - IA, EM 06/06/2026

 

Este belíssimo e denso poema de  Geraldo Reis — datado muito recentemente, em março de 2026 — é uma obra de profunda força lírica, política e existencial. O autor constrói uma teia onde o afeto íntimo (a espera amorosa) se funde indissociavelmente com a identidade cultural, a ancestralidade negra e a história de resistência do Brasil (com foco muito claro em Minas Gerais).

Abaixo, apresento uma leitura interpretativa dividida pelos principais eixos temáticos que estruturam o poema.

1. O Símbolo dos "Cabelos": Ancestralidade, Identidade e Vigília

O poema abre e se estrutura em torno de uma imagem central: “meus cabelos não dormem”. O cabelo aqui não é um mero detalhe estético, mas a própria extensão do corpo, da alma e da ancestralidade do eu-lírico.

  • A Vigília Permanente: Dizer que os cabelos "não dormem, não cantam e não se entregam" evoca um estado de alerta constante. É a recusa à passividade.
  • O Cabelo Crespo e a Terra: Mais adiante, o poema revela a natureza desses cabelos: “É crespo como o solo / que sendo rico e silencioso, / não se entrega”. Há uma analogia direta entre o cabelo crespo (identidade negra/afro-brasileira) e a terra explorada, mas resistente.

2. Primeira Parte: O Sagrado, o Batismo e o Medo da Perda

Na primeira parte, a resistência ganha contornos ritualísticos e religiosos.

  • O Batismo como Armadura: O eu-lírico fala em levar os cabelos à fonte, ao rio e à pia batismal. Esse batismo (pelo óleo, fogo, água e pedra) não é uma submissão à doutrina, mas um ritual de fortalecimento: “as armas para vencer os inimigos” e o “troféu da vitória”. Trata-se de uma blindagem espiritual para a luta cotidiana.
  • O Receio e a "Rosa Viva": Surge uma vulnerabilidade. O eu-lírico teme que suas mãos não entreguem a “rosa viva que pulsa (...) desde as escrituras”. Essa rosa, que os "escravizados do amor" chamam de "coração", simboliza o afeto puro, a humanidade e a capacidade de amar que resistiram a séculos de opressão e tentativas de desumanização.

3. Segunda Parte: A Paisagem Histórica e a Inconfidência

Na segunda parte, o poema expande seu território geográfico e histórico. A espera e a resistência ganham o cenário de Minas Gerais.

  • A Paisagem Inconfidente: Termos como “lavra”, “paisagem inconfidente”, “becos soprados da liteira”, “fantasmas e torres” remetem diretamente ao cenário colonial mineiro (Ouro Preto, Mariana), marcado pela exploração do ouro, pela escravidão e pelas revoltas sufocadas.
  • A Espera Absoluta: Mesmo que o vento leve o eu-lírico para longe, ou que os cabelos sejam "violentados pela noite e se dissipem", a promessa é de uma fidelidade cósmica: “estarão te esperando”. É o amor/resistência que sobrevive ao tempo e à própria morte física.

4. O Canto Silenciado, a Loucura e a Ironia Cívica

Um dos momentos mais brilhantes do poema é a desconstrução dos símbolos nacionais:

  • A Crítica ao Hino Nacional: O eu-lírico cita “do Ipiranga as margens plácidas” e o “canto retumbante” (este, grafado significativamente entre aspas). Ele contrapõe o ufanismo oficial da história do Brasil à realidade dos marginalizados.
  • O Canto dos "Loucos": O verdadeiro canto de libertação não é o "retumbante" do hino oficial, mas um “canto silenciado”, “murmurado-sem-murmúrio”, um “canto no fundo de um calabouço”. Só "os loucos" (aqueles que não se alienaram pelo sistema) conseguem ouvi-lo.
  • Resistência Nua: É um canto desprovido de alegorias (“sem roupagem e sem plumas”), um manto invisível de pura resiliência que a verdadeira brisa do Brasil beija.

5. A Mineiridade e a Utopia da Esperança

No encerramento, Geraldo Reis amarra todas as pontas do poema com metáforas viscerais da identidade mineira:

  • O Canto Queijo-Minas Meia-Cura: Uma imagem lindíssima e profundamente original. O "queijo-minas meia-cura amassado em silêncio" evoca o tempo do processo, a maturação, aquilo que é feito na intimidade, na quietude, mas que ganha consistência, corpo e sabor com o tempo. É a metáfora da resistência que se processa no silêncio do cotidiano.
  • "Ainda que Tardia": A célebre frase da bandeira de Minas (Libertas Quae Sera Tamen) é invocada. O canto é “ainda que tardia”, pois ele continua ruminando o solo e abrindo caminhos para o regresso de quem se espera (que pode ser o ser amado, mas também a justiça histórica, a liberdade plena ou a reparação).

Conclusão

O poema de Geraldo Reis é um manifesto de insurgência poética. Ele utiliza a metáfora dos cabelos que não dormem para falar de um corpo que se recusa a ser domado pelo cansaço, pela violência ou pelo esquecimento histórico. Mesmo diante da possibilidade do "não-retorno" (“Mesmo que não voltes / seguirão cantando”), o ato de cantar e esperar transforma-se, por si só, na maior das vitórias. É a resistência pela teimosia do afeto e da memória.

Nota: Após a leitura dessa interpretação, confesso que chorei. Tiro o chapéu para a GEMINI (IA). Foi ao âmago das coisas sensíveis metaforicamente tratadas no poema. GR.

POESIA NA ESTANTE

  • 50 POEMAS (Antologia bilíngue: Português e Alemão) - Anderson Braga Horta / Tradução de Curt Meyr-Clason)
  • A CONTINGÊNCIA DO SER - Célio César Paduani
  • A INSÔNIA DOS GRILOS - Jorge Tufic
  • A RETÓRICA DO SILÊNCIO - Gilberto Mendonça Teles
  • A ROSA DO POVO - Carlos Drummond de Andrade
  • A SOLEIRA E O SÉCULO - Iacyr Anderson Freitas
  • A VACA E O HIPOGRIFO - Mário Quintana
  • AINDA O SOL - Gabriel Bicalho
  • ARTE DE ARMAR - Gilberto Mendonça Teles
  • ARTEFATOS DE AREIA - Francisco Carvalho
  • AS IMPUREZAS DO BRANCO - Carlos Drummond de Andrade
  • BARCA DOS SENTIDOS - Francisco Carvalho
  • BARULHOS - Ferreira Gullar
  • BAÚ DE ESPANTO - Mário Quintana
  • BICHO PAPEL - Régis Bonvicino
  • CADERNO H - Mário Quintana
  • CANTATA - Yeda Prates Bernis
  • CANTIGA DE ADORMECER TAMANDUÁ E ACORDAR UNS HOMENS - Pascoal Motta
  • CANTO E PALAVRA - Affonso Romano de Sant'Anna
  • CARAVELA - REDESCOBRIMENTOS - Gabriel Bicalho
  • CENTRAL POÉTICA - Lêdo Ivo
  • CONVERSA CLARA - Domingos Pelegrini Jr.
  • CORPO PORTÁTIL - Fernando Fiorese
  • CRIME NA FLORA - Ferreira Gullar
  • CRISTAL DO TEMPO & A COR DO INVISíVEL - Maria do Rosário Teles do invisível
  • DIÁRIO DO MUDO - Paulinho Assunção
  • DICIONÁRIO MÍNIMO - Fernando Fábio Fiorese Furtado
  • DUAS ÁGUAS - João Cabral de Melo Neto
  • ELEGIA DO PAÍS DAS GERAIS - Dantas Motta
  • ESTESIA (Triolés) - Napoleão Valadares
  • FANTASIA - Napoleão Valadares
  • FINIS TERRA - Lêdo Ivo
  • GUARDANAPOS PINTADOS COM VINHO - Jorge Tufic
  • HORA ABERTA - Gilberto Mendonça Teles
  • HORTA (Versos em Três Tempos) - Anderso de Araújo Horta - Maria Braga Horta e Anderson Braga Horta
  • INVENÇÃO DE ORFEU - Jorge de Lima
  • LAVRÁRIO - Márcio Almeida
  • LIRISMO RURAL (O Sereno do Cerrado) - Gilberto Mendonça Teles
  • MEL PERVERSO - Márcio Almeida
  • MELHORES POEMAS - Paulo Leminski
  • NARCISO - Marcus Accioly
  • O ESTRANHO CANTO DO PÁSSARO - Célio César Paduani
  • O ROMANCEIRO DA INCONFIDÊNCIA - Cecília Meirelles
  • O SONO PROVISÓRIO - Antônio Barreto
  • O TERRA A TERRA DA LINGUAGEM - Gilberto Mendonça Teles
  • OS MELHORES POEMAS DE FERREIRA GULLAR - Ferreira Gullar
  • PASTO DE PEDRA - Bueno de Rivera
  • PLURAL DE NUVENS - Gilberto Mendonça Teles
  • POEMA SUJO - Ferreira Gullar
  • POEMAS REUNIDOS - Gilberto Mendonça Teles
  • POEMAS REUNIDOS - João Cabral de Melo Neto
  • POESIA REUNIDA - Jorge Tufic
  • RETRATO DE MÃE - Jorge Tufic
  • SIGNO (Antologia Metapoética) - Anderson Braga Horta
  • VER DE BOI - Pascoal Motta
  • VESÂNIA - Márcio Almeida
  • VIANDANTE - Yeda Prates Bernis