COMENTÁRIOS feitos por aí, nos sites e blogs importantes ou não, em geral "passam batido". São como rascunhos de vida, por exemplo, de poemas, de reflexões, de "pensamentos", simples pensamentos que escondem muita coisa e que não escondem nada. Podem dizer muita coisa, Podem não dizer nada; mas, cuidado. Do nada Deus fez o mundo. Indo "direto ao ponto": O poeta Artur Gomes informa via WhatsApp, mensagem de ontem 23 de setembro de 2026, que a BALBÚRDIA POÉTICA de quarta feira, das 18 às s 22 horas, foi adiada. In verbis:
"Balbúrdia Poética adiada devido às chuvas no Rio de Janeiro. Em breve anunciaremos a nova data."
Papo reto. Curto e objetivo.
Esse registro vem a propósito da chuva, da boa notícia, ainda bem, de que o evento ainda será realizado.
O fato é que a chuva interrompeu um evento sonhado pelos bardos, sob o comando do poeta Artur Gomes.
"Meu Deus", foi a primeira coisa que eu disse.
E poderia parar nesse "Meus Deus!" registrado com exclamação. Sozinho ali, como se nada mais pudesse ser pronunciado. Mas não resisti...
Volto ao blog e ao registro.
De lá é que venho trazendo meu comentário. Colo aqui, com ligeiras alterações, e o final que nem estava lá, porquanto no celular a digitação é sempre um sacrifício a mais.
Dito isto, trago para O Ser Sensível, até para que "não passe batido" como geralmente acontece, o despretensioso comentário. Ei-lo, pronto para a leitura de quem por ventura venha a acessar a página. eventual seguidor.
Meus Deus! A poesia,
estando a mesa posta,
recolhe suas roupas e decide,
sobre tecidos antigos,
o testamento de novos vendavais.
A poesia rompe o intestino das ervas,
revisa o pasto,
reassenta os convidados para a ceia,
mostra a face do bardo
iluminada
servida aos inimigos,
com dedos e datas
e fatias ainda verdes do arrebol.
A poesia mente, enquanto chora ao Sul.
Mente quando chove,
é como se ajoelhasse
para a redenção da coisas prensadas pelo Sol.
A poesia desiste de ser água benta de poço envenenado.
Fecha parênteses, páginas e brios...
toca o bonde,
toca o trombone de vara
esquecido na cozinha dentre pardais,
entre os derradeiros gritos e promessas
da Congregação pousada de bardos silvestres ,
mais do que silvestres,
vencidos,
mais do que vencidos,
perdidos e carimbados por inúmeros faróis,
como sucata.
A poesia precisa romper com os temporais,
precisa de alguma forma,
engolir mazelas do tempo
até para que não se fazendo chuva
venham
dias melhores
matizados e liberdade
na clave de sol.
Eh, a poesia precisa romper com a mesa posta,
romper com o testamento
antes que venham novos vendavais.


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