24/09/2026

COMENTÁRIO DE IMPROVISO

 

COMENTÁRIOS feitos por aí, nos sites e blogs importantes ou não, em geral "passam batido". São como rascunhos de vida, por exemplo, de poemas, de reflexões, de "pensamentos", simples pensamentos que escondem muita coisa e que não escondem nada. Podem dizer muita coisa, Podem não dizer nada;  mas, cuidado. Do nada Deus fez o mundo. Indo "direto ao ponto": O poeta Artur Gomes informa via WhatsApp, mensagem de ontem 23 de setembro de 2026, que a BALBÚRDIA POÉTICA de quarta feira, das 18 às s 22 horas, foi adiada. In verbis: 

"Balbúrdia Poética adiada devido às chuvas no Rio de Janeiro. Em breve anunciaremos a nova data." 

Papo reto. Curto e objetivo.

Esse registro vem a propósito da chuva, da boa notícia, ainda bem, de que o evento ainda será realizado. 

O fato é que a chuva interrompeu um evento sonhado pelos bardos, sob o comando do poeta  Artur Gomes. 

"Meu Deus", foi a primeira coisa que eu disse. 

E poderia parar nesse "Meus Deus!" registrado com exclamação. Sozinho ali, como se nada mais pudesse ser pronunciado. Mas não resisti... 

Volto ao blog e ao registro. 

De lá é que venho trazendo meu comentário. Colo aqui, com ligeiras alterações, e o final que nem estava lá, porquanto no celular a digitação é sempre um sacrifício a mais. 

Dito isto, trago para O Ser Sensível, até para que "não passe batido" como geralmente acontece, o despretensioso comentário.  Ei-lo, pronto para a leitura de quem por ventura venha a acessar a página. eventual seguidor.


Meus Deus! A poesia,

estando a mesa posta, 

recolhe suas roupas e decide, 

sobre tecidos antigos,

o testamento de novos vendavais. 


A poesia rompe o intestino das ervas, 

revisa o pasto, 

reassenta os convidados para a ceia,

mostra a face do bardo 

iluminada

servida aos inimigos, 

com dedos e datas 

e fatias ainda verdes do arrebol.


A poesia mente, enquanto chora ao Sul.


Mente quando chove,

é como se ajoelhasse 

para a redenção da coisas prensadas pelo Sol. 


A poesia desiste de ser água benta de poço envenenado.

Fecha parênteses, páginas e brios... 

toca o bonde,

toca o trombone de vara 

esquecido na cozinha dentre pardais, 

entre os derradeiros gritos e promessas 

da Congregação pousada de bardos silvestres ,

mais do que silvestres, 

vencidos, 

mais do que vencidos, 

perdidos e carimbados por inúmeros faróis, 

            como sucata.


A poesia precisa romper com os temporais, 

precisa de alguma forma, 

engolir mazelas do tempo

até para que não se fazendo chuva 

venham 

dias melhores 

matizados e liberdade

na clave de sol. 

Eh, a poesia precisa romper com a mesa posta, 

romper com o testamento 

antes que venham novos vendavais.  



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POESIA NA ESTANTE

  • 50 POEMAS (Antologia bilíngue: Português e Alemão) - Anderson Braga Horta / Tradução de Curt Meyr-Clason)
  • A CONTINGÊNCIA DO SER - Célio César Paduani
  • A INSÔNIA DOS GRILOS - Jorge Tufic
  • A RETÓRICA DO SILÊNCIO - Gilberto Mendonça Teles
  • A ROSA DO POVO - Carlos Drummond de Andrade
  • A SOLEIRA E O SÉCULO - Iacyr Anderson Freitas
  • A VACA E O HIPOGRIFO - Mário Quintana
  • AINDA O SOL - Gabriel Bicalho
  • ARTE DE ARMAR - Gilberto Mendonça Teles
  • ARTEFATOS DE AREIA - Francisco Carvalho
  • AS IMPUREZAS DO BRANCO - Carlos Drummond de Andrade
  • BARCA DOS SENTIDOS - Francisco Carvalho
  • BARULHOS - Ferreira Gullar
  • BAÚ DE ESPANTO - Mário Quintana
  • BICHO PAPEL - Régis Bonvicino
  • CADERNO H - Mário Quintana
  • CANTATA - Yeda Prates Bernis
  • CANTIGA DE ADORMECER TAMANDUÁ E ACORDAR UNS HOMENS - Pascoal Motta
  • CANTO E PALAVRA - Affonso Romano de Sant'Anna
  • CARAVELA - REDESCOBRIMENTOS - Gabriel Bicalho
  • CENTRAL POÉTICA - Lêdo Ivo
  • CONVERSA CLARA - Domingos Pelegrini Jr.
  • CORPO PORTÁTIL - Fernando Fiorese
  • CRIME NA FLORA - Ferreira Gullar
  • CRISTAL DO TEMPO & A COR DO INVISíVEL - Maria do Rosário Teles do invisível
  • DIÁRIO DO MUDO - Paulinho Assunção
  • DICIONÁRIO MÍNIMO - Fernando Fábio Fiorese Furtado
  • DUAS ÁGUAS - João Cabral de Melo Neto
  • ELEGIA DO PAÍS DAS GERAIS - Dantas Motta
  • ESTESIA (Triolés) - Napoleão Valadares
  • FANTASIA - Napoleão Valadares
  • FINIS TERRA - Lêdo Ivo
  • GUARDANAPOS PINTADOS COM VINHO - Jorge Tufic
  • HORA ABERTA - Gilberto Mendonça Teles
  • HORTA (Versos em Três Tempos) - Anderso de Araújo Horta - Maria Braga Horta e Anderson Braga Horta
  • INVENÇÃO DE ORFEU - Jorge de Lima
  • LAVRÁRIO - Márcio Almeida
  • LIRISMO RURAL (O Sereno do Cerrado) - Gilberto Mendonça Teles
  • MEL PERVERSO - Márcio Almeida
  • MELHORES POEMAS - Paulo Leminski
  • NARCISO - Marcus Accioly
  • O ESTRANHO CANTO DO PÁSSARO - Célio César Paduani
  • O ROMANCEIRO DA INCONFIDÊNCIA - Cecília Meirelles
  • O SONO PROVISÓRIO - Antônio Barreto
  • O TERRA A TERRA DA LINGUAGEM - Gilberto Mendonça Teles
  • OS MELHORES POEMAS DE FERREIRA GULLAR - Ferreira Gullar
  • PASTO DE PEDRA - Bueno de Rivera
  • PLURAL DE NUVENS - Gilberto Mendonça Teles
  • POEMA SUJO - Ferreira Gullar
  • POEMAS REUNIDOS - Gilberto Mendonça Teles
  • POEMAS REUNIDOS - João Cabral de Melo Neto
  • POESIA REUNIDA - Jorge Tufic
  • RETRATO DE MÃE - Jorge Tufic
  • SIGNO (Antologia Metapoética) - Anderson Braga Horta
  • VER DE BOI - Pascoal Motta
  • VESÂNIA - Márcio Almeida
  • VIANDANTE - Yeda Prates Bernis